sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Comentário pessoal de Tiago Moita acerca da morte do Zé Pedro, Guitarrista e Fundador dos Xutos & Pontapés (1956-2017)


PRA SEMPRE, ZÉ!

Nunca nos cruzámos nem nos conhecemos pessoalmente mas eu, tal como milhões de portugueses, acompanharam o teu percurso como se fôssemos, também, a tua família. Não estivemos todos naquela sexta-feira 13 de Janeiro de 1979, na sala do "Alunos de Apolo" para assistir ao primeiro concerto da banda mais icónica e emblemática do Rock Português e da música moderna portuguesa do pós-25 de Abril nem eu todos os concertos e, muito menos, estivemos todos no lançamento de todos os álbuns da carreira dos Xutos, mas rejubilamos com o teu fulgor em palco, a tua alegria e fomos, certamente solidários nas tuas tristezas e perdas.

Além das memórias que eu tenho de ti das entrevistas que deste ao Blitz e a outros órgãos de comunicação social de referência, a maior que eu tenho é a de te ver no concerto que os Xutos & Pontapés deram naquela quinta-feira, 6 de Maio de 1999, no Parque da Cidade do Porto, em plena Queima das Fitas. Estava, na altura, na Universidade Lusíada do Porto a tentar tirar o curso de Direito e, apesar de gostar de sons mais pesados e alternativos, nunca escondi o orgulho de pertencer, tal como grande parte dos meus colegas de turma - e da minha geração - à "geração Xutos", por causa do impacto que a tua música, a vossa música causou em todos nós. A vossa mística foi de tal maneira tão forte que, no dia desse concerto, São Pedro fechou as torneiras do céu, parou de chover, e a chuva só voltou quando vocês saíram do palco. Eu estive lá, Zé! Nós nunca nos cruzamos mas acompanhei esse pedaço da tua vida.

E por isso é que hoje não posso adiar este sentimento "por mais um século", como disse uma vez o grande poeta António Ramos Rosa. Não posso adiar esta saudade dessa "minha casinha" que foi a vossa música, esse "remar, remar. Forçar a corrente" que sempre me motivou a lutar pelos meus sonhos, mesmo quando ouvia pessoas mais próximas de mim a dizerem o contrário, fosse quando o sol raiasse no meu coração ou "Enquanto a noite cai" na alma de cada um. Não posso adiar essa angústia, "prisão em si", de "deitar a perder" a minha oportunidade de dizer o que a minha alma tem para gritar, sem pensar que estou "queimando tempo" "à minha maneira". Não posso adiar esta tristeza que eu, e milhões de portugueses estão a sentir pela tua falta, pela tua alegria, por esse sorriso sincero que tinha a força de um abraço, daquele abraço forte e quente que, por vezes, precisamos de receber quando perdemos alguém muito especial, alguém que deixou uma marca que se transformou num legado, "fez estragos" para não deixar tudo na mesma, alguém talentoso, alguém amigo, alguém único, alguém...como tu.

A ti, Zé, nunca te direi adeus, mas até sempre. Sei que no céu vais falar com o Ribas, o Vicius e todos os grandes ídolos do Rock N'Roll que sempre amaste e partilhaste com todos nós, para fundar uma banda Rock e ser o melhor DJ do Paraíso que tu mereces (Quem sabe até vais ensinar Deus a dar um toques de guitarra!) e vais assistir na tribuna de honra a grande espectáculo do Universo e ouvir a música das esferas que tu e os Xutos tentaram reproduzir, enquanto estiveste entre nós.

Pra sempre, Zé Pedro. (1956-2017)

Teu fã de sempre - e pra sempre:

Tiago Moita.

  

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

POEMA "ENGRAMA" DE TIAGO MOITA


"ENGRAMA"

Tudo é visível aos olhos do poeta
que mergulha ávido nos sulcos
das palavras primordiais do vazio
germinadas da levedura do branco
universo akáshico da nudez azul 
de uma página

Para além da nossa dimensão porosa
nenhum elemento é estranho a ele
nos labirintos das miragens herméticas
que navegam nos abismos 
das gavetas oníricas dos hemisférios

E na sublimação astral da escrita
tatua as metáforas dos retratos,
serigrafia etérea de símbolos e sons
esculpidos durante a cópula muda 
dos sentidos

Resultado: uma mandala pictórica
hermenêutica transcendental de um eco
extraterrestre aos uivos das pedras
que vivem no ventre dos espelhos 
da água.

TIAGO MOITA
"Metanoia"
Chiado Editora
2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

E AGORA, ALGO DE COMPLETAMENTE DIFERENTE (MANIFESTO HOLOSISTA)

E agora, algo de completamente diferente...


MANIFESTO HOLOSISTA

Nós, almas criadoras, artesão da grandeza e da beleza que habita no silêncio do Universo, reivindicamos, enquanto seres universais e alquimistas da palavra, da arte e do saber, o direito à transcendência da palavra, da arte e do homem, enquanto corpo, mente e espírito, em nome de uma vontade que ultrapassa a razão de onde viemos, quem somos e para onde vamos.

Imbuídos nesse espírito inconformado e aventureiro, pretendemos apresentar uma alternativa ao desalento e ao desencantamento pelo novo, ao fragmento do texto narrativo pela memória, ao acaso fútil e circunstancial, à melancolia existencial, ao recolhimento intimista permanente e diferido pelo sentimento de perda, à errância sem sentido na linguagem, à indiferença estóica das pessoas e das coisas, reduzidas a meras imagens e estatísticas, estéreis de libido e clorofila, ao sarcasmo ácido e corrosivo do quotidiano sem sentido e ao desencontro e ruína de um mundo crepuscular, enfatizada por uma ideia de fuga para um infinito sem bússola, baseado numa aliança entre o Homem, o Espírito e o Universo com a Natureza: o Holosismo.

O Holosismo é a oportunidade para a resposta a todos aqueles que acreditam no futuro, Aqui e Agora; no amanhã numa folha virgem, numa tela por pintar, num palco à espera de magia, numa pedra por esculpir.

O Holosismo é um êxtase de neologismos sem clichês; consciência cósmica de todas as remembranças, espontaneidade quântica a todos os tratados e regras da arte; hermenêuticas sem parábolas nem teoremas; ponto ómega de tudo o nasceu, vive e está para renascer.

Nesse sentido, o Holosismo pretende a verdadeira afirmação da arte e do seu sentido pela exposição da sua transcendência sem limites. É holocêntrico por qualidade e holonómico no devir. Em vez de um espectáculo de pirotecnia simbólica e gráfica, apresentamos uma sinfonia de koans, haikus, tankas e cores vivas; primaveras constantes de epifanías e mundos paralelos, o paranormal, o astral, a escatologia, o xamanismo e todos os fenómenos e linguagens ignorados pela indiferença do quotidiano e do pensamento contemporâneo, pós-moderno e cosmopolita.

O Holosismo não é uma ilusão provocada pela longa comoção desregrada dos sentidos, mas o ponto de encontro de todas as visões intuitivas e experiências proféticas, iniciáticas e reveladoras do mundo que brotou da aliança da natureza, do espírito com o Universo. Somos a palavra sem sentido no absurdo do Real; silêncio mastigado por páginas em branco, bordadas por sete incêndios encarcerados no coluna vertebral de livros sem horas; mãos sinestésicas em transe, lavrando e burilando o verão das origens sobre o branco da realidade; moradas que murmuram os segredos da poesia; a clarividente contingência das metáforas; a panaceia universal do Cosmos através da Arte.

Holosistas de todo o mundo e de todas as dimensões! Despertem para o amanhã que se levanta hoje, Aqui e Agora, e transcende em amor puro as teias que o ego tece da hesychia do Homem para vos receber de alma, coração e braços abertos. A palavra tem alma! A Arte tem alma! É uma criança que grita da miséria e decadência a que o velho mundo se deixou condenar e se exalta e ri da beleza sem rosto, da harmonia no caos, da natureza sem artifícios, que é a vanguarda e o espírito dos tempos, sem tempo, que nos esperam.

TIAGO DE VASCONCELOS E MOITA

EDMUNDO LUÍS RIBEIRO DA SILVA

São João da Madeira, 2 de Março de 2013.

CRÉDITOS DO VÍDEO "MANIFESTO HOLOSISTA"

Leitura e locução: Marco Oliveira e Tiago Moita

Sonoplastia: Vasco Macieira

Canção: "Prélude à L'Après-midi d'un faune", Claude Debussy 

Produção e edição do vídeo: Sérgio Martins


Para mais informações a respeito do Movimento Holosista, contacte-nos para:

movimentoholosista@gmail.com 

ou visite a nossa página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/Movimento-Holosista-295113184282180/


quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ART7< BAR: A SOMBRA DO "10" (2007-2017)


ART7< BAR: A SOMBRA DO "10"


Faz hoje 10 anos que nasceste, debaixo da sombra de uma lenda. Todos os teus primeiros fregueses traziam uma saudade em lágrimas nas mãos e uma esperança no coração, quando abriste a porta naquela quinta-feira, 4 de Outubro de 2007, para mostrar ao mundo o que valias. Naquele momento, esperava tudo de ti.

Esperava que conseguisses trazer aquela energia primitiva e espírito rock n'roll que existia no "10", num copo de cerveja, numa sexta e sábado à noite de rock e de metal, num concerto ou outro evento mais erudito ou popular. Esperava ver nos olhos de todos aqueles que por lá passaram a mesma chama intensa, a mesma loucura, o mesmo desejo e a mesma liberdade que deambulava pelos cantos do 10Cíbeis Bar, numa troca de olhares, em dois dedos de conversa, na magia de um palco, num som de uma guitarra eléctrica ou numa mesa de bilhar. Esperava tanto de ti, Art7<. Esperava tanto...

Cheguei até a acreditar que podia ser o palco de uma revolução cultural na minha terra, São João da Madeira, quando eu, o Angel Roberto e o Vitó organizámos, para ti, sessões de cinema aos domingos em 2008; Filo-Cafés como "A Revolta das Palavras" (2008) - com a Associação "Teia dos Sentidos" - e "Drama e Plateia (2010), organizado a meias com um tio meu; noites de Poesia em 2009; peças de teatro com os grupos "Persona" (2009), "T.E.P.A.S" (2009) ou os "Spabilados" (2010); espetáculos de variedades como o do grupo "Cultura Viva" do doutor Magalhães dos Santos e do Pedro Laranjeira (2009); um "Café Filosófico" com o Professor Tomás Magalhães Carneiro (2010), noites "Kararock" que nos fizeram cantar, rir e chorar por mais, sem falar dos concertos da Irmandade Metálica (2010) e dos Revolution Within, E.A.K, Damnull, Breed Destruction, Crushing Sun, Pitch Black, Infernum, Catacombe, Indignus, Maze, Lulu Lemon, Templários do Rock, Super Dinamite, Fina Flor do Entulho, Art7< e tantos outros que ficaram na memória daqueles que assistiram e rejubilaram com tamanha oferta cultural. Cheguei a acreditar. A sério. Cheguei a acreditar em tudo isso, mas a realidade foi mais forte que o teu nome - e até o segundo nome que tu tiveste, antes de soltares o teu último suspiro naquele Fevereiro de 2013 (Inversus - 2011/13).

Quero que saibas o seguinte:

Que não estou zangado contigo, nem chateado e muito menos perdido. Apenas um pouco desiludido, mas nada arrependido. Foste o último ponto de encontro de uma geração órfã de um pequeno paraíso que se transformou numa lenda e razão das minhas saídas de sexta-feira e sábado à noite. Durante a tua existência ofereceste-me abrigo, amigos e amigas, convívios cheio de amizade, alegria, álcool e jogos de bilhar à mistura, concertos e os mais variados eventos que nos puseram a aplaudir, sorrir e refletir. Ofereceste-nos tudo isso e muito mais, mesmo sabendo que a maioria das pessoas sempre te viu, e verá, como a sombra do "10" e o último bar alternativo que existiu em São João da Madeira.

Parabéns, Art7< Bar.

Tiago Moita
4 de Outubro de 2017

terça-feira, 3 de outubro de 2017

POEMA "MERKABA" DE TIAGO MOITA


MERKABA

Os intervalos das sílabas etéreas
donde brota o sal do teu nome
evocam o fogo-fátuo vítreo
durante o compasso dos segmentos
dos relógios que negam o teu corpo.

Procuro-te quando mergulho
na rosa carne do teu Terceiro Olho
e assisto à evaporação das vírgulas
que tatuei nas máscaras avatares
de quem nunca fui

Encontro-me quando observo
a valsa matemática dos diamantes
dois triângulos fundidos no Devir
de uma geometria sagrada de sons
burilados por uma voz sem eco.

Por fim...

Transcendo os sintagmas das escadas
até não encontrar mais nenhum muro
tetraético que separe a carne do sol
e descubro o centro do Cosmos
quando encontro a raiz do poema
após a erosão dos nomes.

TIAGO MOITA
"Metanoia"
Chiado Editora
2017

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

10 ANOS DEPOIS DO FIM DO 10(CIBEIS) BAR EM SÃO JOÃO DA MADEIRA - CRÓNICA DO FIM DE UMA LENDA (2007-2017)


(Foto da cortesia da Patrícia Cardoso. Sábado, 29 de Setembro de 2007)

10(CÍBIES)ANOS DE UMA SAUDADE

Faz hoje dez anos que nos deixaste e até parece que foi mentira. Recusei a acreditar na tua morte como quem tenta enganar a vida, com um truque de magia no fundo da algibeira das calças ou enverga uma máscara de gesso, para esconder as lágrimas das velas que acendeu em teu nome.

Gostava que soubesses que nem todos apagaram o teu nome dos calendários. Gostava que visses, através dos meus olhos e dos olhos daqueles que, ainda hoje, suspiram de saudades por aqueles seis anos em que deixaste a tua marca na minha cidade, os gritos e os uivos, as lágrimas e as gargalhadas estridentes que soltávamos nas noites em que deixávamos os relógios e as regras em casa para abraçar o vício, a loucura e o desejo acumulados durante o resto das semanas de estudo ou de trabalho ou de sem nada para fazer. 

Gostava que visses, nesses mesmos olhos, as tribos da noite que invadiram as tuas quatro paredes bicolores e o teu pátio com a tua frondosa árvore. Sim, essa árvore. Esse marco vegetal que testemunhou toda a espuma dos dias e das noites que animaram os corações e as mentes dos teus fregueses e dos meros curiosos que por lá passaram. Gostava que te lembrasses dos góticos, dos metaleiros, dos punks, dos fãs da música alternativa, como eu, quando despíamos os hábitos e a cinza das horas para curtir a noite ao som de bandas como os Meshuggah, os Tool, os Mastodon, os Porcupine Tree, os Anathema, os AperfectCircle, os Gojira, os The Dillinger Scape Plan, os Metallica (dos "bons velhos tempos"), os Megadeath, os Manowar, os Sex Pistols, os System of a Down, os Nirvana e todo o som de Seattle, os Doors (Until The End, My friend, Until The End...), enfim...todas as canções do subsolo e das lendas do Rock e do Metal que inebriavam o mais fundo do nosso ser e faziam de nós crianças loucas regressando à inocência da nossa infância e à rebeldia da nossa adolescência.

Gostava que ouvisses as conversas intemporais daqueles que se aconchegaram no teu recanto e partilharam as suas histórias e paixões, aventuras e desventuras, paranóias e partidas, em noite de "Rock N'Rollar". Gostava que te lembrasses dos teus dois festivais de rock que marcaram toda uma geração de músicos e amantes da música elétrica em São João da Madeira e fizeram desta cidade a "Seattle de Portugal" do princípio deste novo século - e milénio. Gostava que te lembrasses das noites de Metal em que eu, e os meus companheiros - e companheiras - cantávamos até à exaustão os hinos dos grandes deuses do metal como loucos, agitávamos as nossas cabeças e cabeleiras e fazíamos "Air Guitar" em sua homenagem; dos momentos hilariantes das "conversas com Joaquim Letria" à volta da fogueira; dos momentos em que eu, o Edgar e o Danny ríamos com sketches e anedotas do Herman José, dos Monty Pythons ou dos Gato Fedorento; dos concursos de DJ's que acabavam sempre em loucura; daquele amigo do Vitó que fez "breakdance" ao som dos Duran Duran; das noites extra(ordinárias) e pimbas do "Projecto Magalhães Lemos"; das bebedeiras e do som dos matrecos que jogávamos lá atrás, no pátio, das passagens de ano onde até o pessoal escorregava por causa da quantidade de cerveja deitada ao chão; das noites "kararock" onde todos queriam (tentar) interpretar as canções dos seus ídolos - tal como o Marty, com o seu "I Want Out" dos Helloween -, as noites "Back To The 80's, 90's" do Rui (Anonymous) Silva - o DJ mais barato que o Vitó alguma vez contratou, pois era pago com copos e copos de...Coca-Cola - em que cantávamos e dançávamos aos som da melhor música feita nas décadas de noventa do século passado; dos aniversários que foram lá feitos, dos poemas que escrevi, algumas vezes com a Juliana Leite, a Sara Costa e o "Gago" ou das noites em que os declamadores e amigos do José Fanha apareciam por lá, durante as campanhas "Poesia à Mesa", todos os meses de Março de cada ano. As noites em que eu conheci camaradas de verdade e amigos, alguns deles, para toda a vida. Gostava que te lembrasses, 10. Gostava tanto...

Dez anos aumentaram uma saudade insaciável e criaram um vazio que nenhum bar, ainda hoje, preencheu em São João da Madeira. Hoje, atiro para o céu a máscara, ergo o copo de cerveja que guardei no peito, acendo uma vela no coração e brindo ao vento por ti.

Para sempre, meu querido 10Cíbeis!

Tiago Moita
29 de Setembro de 2017 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A MINHA PRESENÇA NA FEIRA DO LIVRO DO PORTO 2017


Gostaria de agradece publicamente à Chiado Editora por, mais uma vez, promover, distribuir os meus livros e por ter satisfeito o meu desejo de dar mais uma sessão de autógrafos na Feira do Livro do Porto; à representante da Chiado Editora, Maria Helena Costa, pela paciência, palavras e fotos que tirou, durante a sessão, e a todas as pessoas que passaram pelos pavilhões da Chiado - todos desconhecidos. Nenhum dos meus amigos, parentes ou conhecidos que convidei para esta sessão estiveram presentes - e que fizeram desta minha sessão de autógrafos um momento inesquecível.

Muito obrigado e um grande bem haja a todos vós.

Até para o ano!

Tiago Moita.